Se você é uma pessoa que gosta do sexo e o faz constantemente
de uma forma legal, com qualidade, provavelmente essa
experiência sua faça parte da sua fisionomia, da sua cara, do
seu astral. É um círculo vicioso: você tem uma vida amorosa e
sexual boa e por isso irradia uma sensualidade que vai lhe
ajudar e muito na sua paquera.
Acontece o inverso também. Você está enferrujado. Faz tempo
que não namora alguém. Vai perdendo o costume. Pode ser até
que se conforme com a sua miséria sexual. Fica sem apetite e
muitas vezes bastante exigente na escolha de um parceiro.
O bom paquerador gosta do sexo. Gosta das mulheres (dos
homens). Tem um interesse sincero e grande em conhecer alguém
com quem possa estar junto para trocar carícias, para o sexo,
para uma boa companhia. Só o fato de você estar profundamente
interessado nessa possibilidade já é um bom começo. Se você
estiver só um pouco interessado nisso tudo, esse pouco não é o
suficiente para mobilizá-lo na paquera.
O fato é que nós aprendemos e continuamos aprendendo que o
sexo é algo feio, sujo e pecaminoso. É só você reparar nas
piadas, nos palavrões, sempre relacionando o sexo e as áreas
genitais à chacota. Precisamos mudar essa ordem das coisas e
nos reprogramar para um sexo bonito, brincalhão, gostoso e
satisfatório. Assim vamos associá-lo somente ao prazer e não à
complicada posição que ele costuma ocupar em nossas mentes.
Quando você tem medo do sexo, consciente ou inconscientemente,
a sua paquera está comprometida. Você pode até brincar. Fazer
de conta que está flertando, mas de alguma forma você vai
fazer alguma coisa para que a sua conquista não aconteça. Por
exemplo, pode ficar enrolando tanto a situação que vai passar
do ponto. A outra pessoa desiste ou se afina com outra pessoa.
Quando o sexo para você acontece de uma forma mais natural, a
paquera pode ser melhor sucedida.
* Sérgio
Savian é terapeuta holístico corporal e dá aconselhamento
sobre paquera e sexo.