Paquerar é um estado de espírito. E quando você está nesta
sintonia fica sempre atento às possibilidades, não importando
onde está. Você pode paquerar no metrô, no supermercado, no
congresso, no estádio ou até no velório. Sempre pode acontecer
algo, basta que você esteja alerta.
Tem gente que dorme no ponto. Não presta atenção nas pessoas
que estão circulando à sua volta. E depois ficam reclamando
que não tem homem, que não tem mulher.
Qualquer que seja o lugar é sempre possível passar o radar e
perceber se há alguém que lhe interessa, ou se tem alguém
interessado em você. Óbvio que se você tem pressa, fica mais
difícil encontrar alguém. Você conhece aquela máxima que diz:
a pressa é inimiga da paquera? Pois é uma verdade. Você
precisa dar um tempo para que aconteça a magia do encontro.
Deve ter paciência, perseverança.
A paquera tem um lado objetivo que é a vontade de encontrar
alguém para ficar ou namorar. Mas se você for estritamente ao
seu objetivo, fica sem charme. É uma paquera sem graça e até
agressiva. Fica legal quando existe um jogo sutil, uma
verdadeira dança de interesses entre os dois.
Dependendo do tipo de pessoa que você quer como companhia, o
ideal é você ir a lugares onde possa encontrá-la. É uma
questão de estratégia. Você deve ser coerente. Se quer um
homem mais intelectual, vá a livrarias e espaços culturais. Se
quer uma mulher divertida, vá dançar em algum lugar. De toda
forma, se você quer encontrar alguém, deve sair de casa, ou ao
menos, entrar na Internet.
Tem lugares que lhe oferecem oportunidade para encontros
sexuais, tem lugares que são freqüentados por gente
inteligente, ou por artistas, por jovens, por gays, e assim
por diante. A própria Internet está facilitando essa
especialização da paquera. Você vai direto à sua turma. Me
parece eficiente.
Mas os melhores lances são aqueles que acontecem de repente,
quando menos você está esperando: dobrando a esquina, no
telefone público. São duas formas de agir e ambas são
complementares. Primeiro, você faz a sua parte, saindo de
casa, indo aos lugares certos, investindo a sua energia nisso.
Mas é importante também que você saiba relaxar e deixar que as
coisas lhe aconteçam, saindo da fissura e ficando receptivo
para as oportunidades. Com esse jogo, entre o ativo e o
receptivo, sua paquera tem tudo para dar certo.
Tem gente que acredita que você não deve fazer nada e que o
seu príncipe ou princesa encantada vai cair do céu, aparecendo
quando for o momento certo. Mas isso é um falso conceito. Se
você não fizer absolutamente nada é bem provável que você
acabe chupando o dedo.
* Sérgio
Savian é terapeuta holístico corporal e dá aconselhamento
sobre paquera e sexo.