Sentir-se atraído por alguém, deixar que o outro perceba a sua
intenção de conhecê-lo, iniciar uma conversa, tudo isso pode
ser muito agradável se você for uma pessoa descomplicada.
A paquera é uma espécie de brincadeira de gente grande, quando
você pode descontrair e se divertir bastante. Para isso, temos
que ter bom humor. Não levar muito a sério tudo. Você investe
no contato. Se der certo, bem, se não der certo, não esquenta
a cabeça.
Preste atenção no tipo de pessoa que você anda paquerando.
Conheço muita gente que insiste em paquerar gente difícil. E
depois fica se sentindo rejeitado. Uma coisa é você se sentir
atraído por alguém, mas é bem importante você entender se a
outra pessoa está interessada em você. Nesta gangorra dos
relacionamentos o ideal é que ninguém esteja por cima ou por
baixo.
A base é a sua auto-estima e não permitir que alguém lhe trate
mal. Outro ponto é a habilidade que você tem para conviver com
a sua solidão. Se você consegue ficar bem consigo mesmo não
vai vender a sua alma para o diabo, isto é, não vai entrar em
qualquer relação só para não ficar só.
Daí os seus encontros ficam mais light, sem tanto stress. Se o
seu encontro não estiver bom, você sai fora, não fica em um
barco que está furado. Ou se o seu encontro é bom, por que não
ficar aberto para aprofundá-lo? Cada encontro, uma história.
Assim o comprometimento vai acontecendo em bases reais. sem
projetos, sem expectativas, sem tantos planos.
O amor é selvagem e não tente aprisioná-lo dentro de regras e
convenções. A única possibilidade de mantê-lo vivo é
cultivando-o com liberdade e sinceridade.
* Sérgio
Savian é terapeuta holístico corporal e dá aconselhamento
sobre paquera e sexo.